Os Vingadores

Demorou, mas chegou! Nosso editor, Edgar, ficou imerso assistindo aos seasons finales de Vampire Diaries, Castle e Fringe, mas tomou vergonha na cara e enviou pra gente a crítica do filme.

Confiram!

Começar o Popeando falando sobre o filme dos “Vingadores” é complicado. Complicado porque qualquer coisa que possa vir a ser falada sobre o filme será hiperbólica, exagerada e apaixonada. Talvez porque tudo que ronda o filme tenda a isso também.

Afinal de contas, além do fato de há tempos não se ver um projeto tão ousado indo para as telas de cinema, as expectativas em torno do filme eram enormes, o hype que tomou conta a produção do longa foi estrondoso e a ansiedade dos fãs para o ver, finalmente, o resultado final já estava nas alturas, semanas antes do lançamento.

Diante disso tudo, ir direto ao ponto é o mais aconselhável: Os Vingadores é exatamente tudo aquilo que se esperava e, pela primeira vez em muito tempo, um filme consegue resistir ao hype e até mesmo superá-lo.

Méritos do Joss Whedon que conseguiu, como um maestro, dar tempo de tela  equivalente a cada um dos Vingadores sem depreciar esse ou aquele membro. A escolha do diretor não poderia ter sido mais acertada para o longa: toda sua paixão e apreço por HQs está lá, “esparramada”, e o filme acaba se tornando uma declaração de amor para o gênero e um presente aos fãs.

Se por um lado, temos a competência do Whedon, pelo outro, temos o talentoso elenco que em muito facilitou a vida do diretor. Após os longas que serviram de pontapé inicial para o projeto, o filme só teve a ganhar com o fato, uma vez que a origem de cada um dos heróis já havia sido contada e os atores já estavam mais que a vontade em seus papéis.

Como consequência, a química entre os heróis e entre eles e o Loki (Tom Hiddleston) é um show à parte, o carisma dos personagens flui naturalmente e, até mesmo, o engomadinho do Capitão América (Chris Evans) convence na tela. Sem falar no Tony Stark (Robert Downey Jr.) que continua sendo uma atração a parte.

E ainda tem o Hulk. O “Gigante Esmeralda”, que já foi vivido pelo Eric Bana e Edward Norton, vinha sofrendo uma forte crise de aceitação nas suas últimas adaptações para o cinema e já parecia ser um caso perdido. Até que veio o Mark Ruffalo

Sim… O Mark Ruffalo… Aquele cara mais conhecido pela comédia romântica “E se fosse verdade…” foi responsável por uma das “maiores pagações de língua dos últimos tempos”. Mark Ruffalo nasceu para o Hulk, assim como o Downey Jr. nasceu para o Tony Stark. Impossível desassociar a imagem dos dois a partir de agora.

Nessa junção de diretor e elenco não tinha muito o que dar errado: momentos memoráveis, cenas de ação empolgantes, boas piadas, diálogos vivos e urros ensurdecedores na sala de cinema. Enfim, tudo que um projeto grandioso como “Os Vingadores” merecia.

É um daqueles filmes que saímos da sala de cinema cientes de alguns (poucos e leves) tropeços, mas extasiados. Nos perguntando quando foi a última vez que sentimos algo assim e sabendo que irá demorar um bom tempo para que nos sintamos assim novamente.

Não é livre de defeitos, não é perfeito, mas é um dos melhores filmes de heróis de todos os tempos e um dos filmes mais divertidos que já pintou por aí!

Autor: Edgar Oliveira Schuffner

Avaliação do editor:

Assistiria de novo: Pagando inteira
Durante o filme: Cheguei a bater palmas… Sim, eu sei que palma é só no teatro!
Aspectos burocráticos: 9
Nota final: 9.5

Quer saber a opinião dos outros membros do Popeando? Confira aqui!

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6 respostas em “Os Vingadores

  1. O hilário foi as caras do pessoal….parecia aquele tanto de criança,sem nada a dizer…só com aquelas caras de bobo

    Alto controle do Hulk achei forçado de maaais.

  2. Sei que o foco aqui é “Os Vingadores”, mas li a crítica (muito boa, inclusive), reparei no comentário sobre o Mark Ruffalo e vim defendê-lo. O cara é fera e suas boas atuações não se limitam a comédias românticas. Destaco os excelentes “Ilha do Medo”, “Ensaio sobre a Cegueira”, “Minha Vida Sem Mim”, “Brilho Eterno” e o não tão bom (mas que poderia ter sido pior sem ele) “Minhas Mães e Meu Pai”! Sou fã! Ator competente e carismático, que manda bem em qualquer gênero! Pra mim não foi surpresa seu sucesso como Hulk!

    • Ótimas observações! As vezes ficamos com certas atuações na cabeça e esquecemos de trabalhos interessantes. Confesso que nem me lembrava que o Mark Ruffalo tinha participado do Ilha do Medo…

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