Battleship – Batalha dos Mares

Filhos desnaturados!!! Nossos editores Lucas e Wagner foram ao cinema no Dia das Mães e assistiram Battleship. Será que o filme compensou o olhar furioso de duas queridas mamães? Check it out!

Battleship tinha tudo para ser um típico blockbuster de verão, porém muita controvérsia rondava essa grande produção. De um lado, temos a promessa de um visual fantástico e temática muito interessante. Do outro, apesar de um orçamento de aproximadamente $200.000.000,00, temos Peter Berg e a lembrança de Hancock ($150.000.000,00). Além disso, existe um clima de desconfiança envolvendo Taylor Kitsch, que se depara com sua segunda grande chance na telona.

Se você ainda não assistiu ao filme, essa resenha pode conter algumas informações comprometedoras (vulgarmente chamadas de SPOILERS).

Durante a abertura do filme, um personagem sem carisma e fracassado (não por falta de oportunidades) é apresentado ao público: Alex Hopper (Taylor Kitsch). De uma forma muito mal explicada, ele acaba entrando para a marinha e atingindo o posto de tenente. Honestamente, não dá para entender como uma pessoa como Hopper consegue chegar a tal patente. Por falar nisso, a marinha americana, da forma como é retratada nessa produção, é uma piada. Marinheiros indisciplinados, fanfarrões e inconsequentes. Se pelo menos estivéssemos falando de Esquadrão Classe A… Isso sem contar o nada discreto ufanismo americano, fazendo deste filme uma irritante “puxação de saco” da marinha.

A atuação da Rihanna não acrescenta nada à trama e ela poderia ter sido muito melhor utilizada se fizesse apenas um show durante o RIMPAC. Vale destacar sua dispensável participação na grande final do campeonato de futebol entre EUA e Japão (EUA? Futebol? Sério mesmo?). Você ainda pode estar se perguntando sobre a participação de Liam Neeson. Verdade é que ele praticamente não participa do filme. Só serviu para merchandising e olhe lá.
Certa dúvida sobre as ações alienígenas ainda incomoda e não é possível definir claramente os critérios utilizados para determinar quem é inimigo ou até mesmo quando/se atacar. A explicação sobre a descoberta da vulnerabilidade deles à luz solar e também a famigerada luta entre Mick e um soldado alienígena são difíceis de engolir.

Falando em Mick, vale lembrar que o trio formando por ele  – o pseudo-ciborgue, a namorada do Hopper – a fraca, mas bonitinha Brooklyn Decker – e o cientista nerd, tentaram ser o alívio cômico, mas são extremamente chatos e sem graça. Ainda nesse ponto, infelizmente, as frases que deveriam surtir efeito no público são mal executadas e não cumprem seus objetivos. É difícil rir ou se empolgar com os pobres diálogos entre os personagens principais.

A trilha sonora conta com AC/DC, ZZ Top e Creedance. Embora algumas vezes pudesse ser mais bem trabalhada, é um dos melhores aspectos do filme.

No quesito ação, e somente nesse quesito, o filme é muito bom. Seu ponto alto é o momento no qual transforma em realidade uma disputa de Batalha Naval. Simplesmente demais!

Não há nada de especial para ser dito sobre Battleship. Tinha potencial, assim como Taylor Kitsch.

Autores: Wagner e Lucas

Avaliação dos editores:
Assistiria de novo: De graça.
Durante o filme: Respondi alguns e-mails…
Aspectos burocráticos: 5
Nota final: 5.5

Pitacos da equipe Popeando:

Edgar: A impressão que tive assistindo Battleship é que os roteiristas e responsáveis pelo filme se reuniram, pensaram numa meia dúzia de cenas “impactantes” bacanudas e, depois, as jogaram em um roteiro que buscasse se aproximar do jogo “batalha naval”.

O que realmente salva o filme de um desperdício de completo desperdício de tempo é o último arco que até consegue dar uma “empolgada” boa.

Fez valer o ingresso a R$ 4,00 que paguei, mas, durante boa parte do filme desejei ter emails para responder pelo celular como fez o Wagner.

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Não perca tempo falando sobre Battleship sozinho. Comente aqui que a gente responde!

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4 respostas em “Battleship – Batalha dos Mares

  1. Eu sou uma das vítimas e acho que eles não são doidos a ponto de falarem que compensou assistir ao filme ao invés de paparicarem suas mães neste dia especial. Esperando um bônus para o próximo ano, por agora estão perdoados. Mãe é mãe!

    • Concordo plenamente! Mães são muito mais especiais que alienígenas. haha. O perdão foi bonito, mas sugiro que peça um bônus bem grande no ano que vem! 😉 Beijão, dona Elizete! Adorei o comentário!!

  2. U$200.000.000,00? Isso só prova que dinheiro dá uma boa filmagem com muitos efeitos, mas não necessariamente um bom enredo.

    • É dinheiro demais mesmo! Eu ainda tento entender a cabeça desses executivos que acham que pirotecnia por si só basta.

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