Um antecessor memorável, um sucessor decepcionante?

Fazendo justiça: Final Fantasy VIII

Final Fantasy VIII é um jogo injustiçado. Afinal de contas, você já viu alguém, naquelas clássicas discussões sobre a franquia que buscam apontar o “melhor”, falar que seu preferido é o oitavo da série? Lógico que sempre haverá um ou outro aqui e ali para dizer que a história do Squall e da Rinoa é a melhor representante, mas esses são sempre minoria.

Dentre as possíveis respostas, ouvimos com uma freqüência esmagadora que o sétimo da série é o melhor (fato que contesto veementemente…), que o sexto (ou terceiro, dependendo da contagem que se faz) é inesquecível, que o XII veio pra revolucionar a franquia e, até mesmo que o IX e X são os melhores, mas o VIII sempre fica lá no canto, sendo considerado o “Final Fantasy” mais fraquinho que existe.

Nos últimos tempos, o jogo tem como companheiro inseparável um recente representante da franquia, o “polêmico”, Final Fantasy XIII. Os leitores da Famitsu fizeram uma lista para apontar quais os jogos mais emocionantes na opinião deles e cinco Final Fantasys figuraram nessa lista composta por vinte títulos! O mais surpreendente é que até o Final Fantasy XIII foi citado. E Final Fantasy VIII, logicamente, não figura nesse ranking.

Notavelmente, FFVIII é, se não odiado, um jogo facilmente “esquecível” pelas pessoas que jogaram, mas… será que é justo tudo isso? O grande problema de Final Fantasy VIII é ter saído logo após o VII. Sim, eu sei que a frase soa completamente pleonástica semanticamente, mas deixe-me explicar melhor: qualquer jogo que viesse a suceder o “overhyped” Final Fantasy VII estaria fadado ao mesmo destino que a trama das Gardens sucumbiu.

“Qualquer jogo que viesse a suceder o “overhyped” Final Fantasy VII estaria fadado ao mesmo destino que a trama das Gardens sucumbiu.” – Edgar

Exemplos parecidos estão por toda a parte: Homem Aranha 3 foi realmente uma decepção, mas se ele tivesse saído antes do Homem Aranha 2, talvez não tivesse sido tão desprezado. Ou a fraquíssima sexta temporada de 24 Horas que chegou pra dar continuidade à história da fantástica quinta temporada teria sido menos criticada. Entendem o que digo?

De certa forma, acabamos sendo culpados por criarmos essas pequenas “ovelhas negras”. Afinal de contas, nossas expectativas sobem e esperamos que o próximo representante supere o antecessor.

Outro exemplo: por mais empolgado que estejamos por “The Dark Knight Rises”, a grande maioria pensou em um primeiro momento (e alguns ainda pensam) que o filme não vai ser tão legal por não ter o Coringa do Ledger.

Tentem recapitular sem comparar… Final Fantasy VIII representou um salto gráfico assustador na época. Não era mais necessário jogar com personagens que os braços eram figuram geométricas, por exemplo. Tinha personagens também carismáticos e com características marcantes.

Sim, o Squall podia ser meio “mala”, vez ou outra, mas isso que o definia e ele tinha motivações para ser assim. Um sistema de summons completamente diferente e que nos fazia querer upar nossos GFs, um card game viciante e recompensador e uma trilha sonora linda. Sem contar a opening que, para mim, ainda é uma das mais empolgantes de todas. Aquele duelo do Squall e do Seifer ao som de Liberi Fatali (ali, no início do post) me arrepiou na época!

Alguns podem argumentar que o modo de upar no jogo era fácil. Afinal de contas, o que mudava não era a experiência necessária pelo char, mas sim a experiência dada pelos inimigos. Nesse ponto, concordo em gênero, número e grau (sem ser extremista, claro), mas isso não torna o jogo desprezível. O grande problema é que o impacto que Final Fantasy VII causou na época foi tão grande que, dificilmente, a Ultimecia seria tão “cool” quanto o Sephirot e nada iria superar “One Winged Angel”, por exemplo.
Agora pensem um cenário aonde o Final Fantasy VIII é lançado antes do VII. Será que o jogo ficaria tão ofuscado? Dificilmente. O Squall seria lembrado da mesma forma que lembramos do Zidane ou do Tidus, o Seifer teria o status de ser um vilãozinho “cool” e teria alguns fãs espalhado, e… finalmente, Liberi Fatali seria apreciada como deveria.

É natural compararmos. O que é contestável é avaliar tendo comparações como métricas. Isso acaba por desmerecer essa ou aquela obra. E que fique claro que tal argumentação não está afirmando que não existem casos onde o sucessor foi realmente ruim a ponto de ser considerado o pior da franquia (um “oi” para os últimos Silent Hills).

Pitacos da equipe Popeando:

Wagner:

Final Fantasy 8 é um ótimo jogo. Apesar de não ter uma memória muito afiada, lembro de tê-lo jogado por vários dias e perdido a conta das horas que investi no minigame Triple Triad. Ressalto que esse minigame é o melhor entre todos da franquia.

O jogo foi realmente um divisor de águas no quesito qualidade gráfica. A trilha sonora é muito boa e cai como uma luva para a história. Esta que é mais densa e sombria que a de FF7.

Resumidamente, sou um admirador de FF8 e concordo que ele não é tão valorizado como merece. Fato é que isso ocorre em diversos nichos, como cinema, esporte, música e, como foi mostrado, games. Contudo, não acho válido argumentar sobre o insucesso de algo baseado no sucesso de outro. Fica parecendo desculpa de perdedor. 😉

Lucas:

Eu penso que Final Fantasy VIII não é um dos melhores, mas também não um dos piores. Talvez o que fez a galera “esquecer” dele, foi a jogabilidade meio complexa (para não falar “ruim”…) que havia jogo. Lembro que era um dos comentários que mais
ouvia de amigos sobre o jogo e sempre finalizavam o papo da mesma maneira: “Ainda prefiro o FFVII”.

Acredito que se ele tivesse sido lançado em outra época, depois de alguns FF’s lançados na frente do VII, talvez a aceitação tivesse sido bem maior.

Obs: Será que só eu que achei que a Edea parece com a Rainha Má da “Branca de neve e os sete anões”? rsrs.

Agora, o Popeando quer saber: pra você, qual o melhor jogo dentre todos os Final Fantasys? Concordam com nosso editor, Edgar? Ou Final Fantasy VIII é realmente um jogo ruim e ponto final? Deixa a gente ouvir você!

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5 respostas em “Um antecessor memorável, um sucessor decepcionante?

  1. pra mim sempre será o melhor FF. O 7 e mto hype, apeasr de ser bom, não e o melhor da série, de forma alguma. Mesmo eu tirando meu lado fanboy do FF8 e da sua linda trilha sonora,historia e melhor card game ever, colocaria o 6/3 ou o XIII como melhores. Em termos de história, são imbatíveis eu diria.

    • Não consigo gostar do XIII. Acho o sistema de lutas muito bacana, mas nenhum personagem é carismático o suficiente. Acho, ainda, que a história poderia ser mais bem trabalhada.
      OBS: não joguei o XIII-2 até o momento.

    • Não joguei o FFXIII, então não posso falar muito, mas os videos não me empolgavam, até mesmo uma vez que o wagner me mostrou o jogo, eu não conseguir me animar. Para mim, os melhores são o 6/3 (como você disse) o 4 e o Tactics (tanto de play 1, quanto o de psp).

    • O final fantasy XIII é terrivel, o jogo é linear, personagens não carismaticos, sistema de batalha ruim, historia mto fraca.

      O final fantasy VI na minha opinião tem a melhor historia de todas, personagens bem legais, sistema de batalha inovador que influenciou os sucessores.

      O problema do FF VIII é que os personagens não são tao legais, a historia é cansativa, o que salva e o card game, a abertura e a batalha.

      Na minha opinião FF VII > FF VI > FFX > FFIX > FFXII > FFVIII >> FFXIII

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