MIB III – Crítica

Sexta passada, a família Popeando se reuniu para realizar a “1ª Sessão Popeando de Cinema”. O filme escolhido? MIB III. Será que a ida ao cinema compensou? Ou será que a única coisa que salvou na ocasião foi o encontro descontraídos entre os membros?

Por: Edgar Schuffner

Eu gosto um pouquinho menos da equipe Popeando depois de MIB III. Pelo simples fato de ter sido delegado a mim a crítica do terceiro filme dos Homens de Preto.
MIB III é o maior exemplo da nova mania de Hollywood: desenterrar defuntos, ao invés de deixar o fulano, lá, quietinho. Seja na forma de remakes, como em continuações de franquias que há tempos andavam desaparecidas. Basta olhar por aí e ver o tanto de projeto que está em desenvolvimento. Blade Runner 2, Mad Max: Fury Road, o remake de Carrie – A Estranha, Sombras da Noite, o remake de Robocop… A lista nao para por aí e é realmente extensa!
Pois a história por trás de MIB III foi mais ou menos essa. A franquia que surgiu em 1997 e teve até desenho animado, andava sumida desde 2002, após o fraco segundo filme, até que, no ano passado, tomou um “Phoenix Down” e ressurgiu para um terceiro longa, um terceiro longa que resolve tocar em um dos assunto mais delicados para roteiros, no quesito coerência: as viagens no tempo.
Na trama, um perigoso alienigena, Boris, o Animal, escapa da prisão em que era mantido e busca se vingar do agente que o prendeu e o fez perder seu braço, o agente K. O plano de Boris envolve, também, recuperar o braço perdido e, para isso, a solução encontrada por ele é justamente a viagem no tempo.
Além de ser uma tentativa de neuralizar a mente de todos perante MIB II, Homens de Preto III busca resgastar os acertos do primeiro longa e apelar ao saudosismo dos fãs, e essa premissa inicial casa muito bem com essa intenção, pois aprofunda as dinâmicas do relacionamento entre os agentes J, vivido pelo Will Smith, e K, Tomy Lee Jones, assim como a história dos dois dentro da organização. Outras marcas registradas da série como o vasto arsenal de bizarras criaturas e as brincadeiras com as celebridades do “mundo real” também dão as caras.
O problema é que o resultado final não agrada. Pior, além de não agradar, entedia. MIB III tenta ser engraçadinho e vacila feio. Tenta ganhar o público ao focar na amizade dos dois agentes, mas falta emoção. Falta aquela identificação do público com a dupla por culpa tanto do roteiro que pouco desenvolve esse laço e do Tommy Lee Jones e Will Smith que parecem cansados. Parece um filme arrastado, onde a nossa vontade é acelerar o tempo e ir direto ao final.
Para piorar um pouco mais, a história não surpreende e, até mesmo, a sua “grande revelação” do final é bastante previsível. O único grande feito nesse sentido é que o roteiro consegue escapar das grandes armadilhas que o tema “viagem no tempo” traz e é amarradinho, graças à presença do alienígena Griffin, Michael Stuhlbarg, que além de ser um ótimo personagem, ajuda a tornar a trama menos esburacada.
No meio desse tanto de desacertos, deve-se fazer justiça ao Josh Brolin. O ator, que interpreta o jovem agente K, me deixou perguntando diversas vezes quem estava na tela. Se era ele, ou o Tommy Lee Jones. Toda a inexpressividade e sisudez do personagem e ator foram captadas e retransmitidas para a tela!

Josh Brolin vivendo o jovem agente K e o alien Griffin, do Michael Stuhlbarg, se salvam nessa fraca terceira incursão dos Homens de Preto no cinema.

Os minutos finais do filme até tornam o filme um pouco mais tolerável, graças a uma cena de ação competente e um desenvolvimento mais elaborado da história, mas, mesmo assim, a impressão final é que Hollywood devia ter deixado os agentes de preto enterrados. Mas muitas vezes, falta a Hollywood o espírito de auto-preservação. Uma pena.

Avaliação do editor:

Assistiria de novo: De graça
Durante o filme: Senti uma imensa inveja da Samara que pôde cochilar!
Aspectos burocráticos: 7

Nota fnal: 5.5

Pitacos da equipe Popeando:

Lucas: Desde o começo, eu tinha uma impressão boa do filme, que iria ser melhor (pelo menos…) que o segundo… Coisa que não aconteceu. Com o roteiro sendo reescrito no meio das filmagens, dá para você perceber que o filme se perdia em algumas partes, isso sem contar o humor forçado do Will Smith, tentando parecer com o mesmo Will do primeiro filme, coisa que não funcionou. Temos um Tommy Lee Jones que não aguentar fazer mais nada e um Vilão (Boris ou Yaz, já nem sei mais qual o nome dele…) que poderia ter um pouco de profundidade (pois também ficou fraquinho). Quem salvou mesmo, foi Josh Brolin, que conseguiu fazer o mesmo tom de voz e até a mesma expressão do Tommy Lee sem esforço nenhum, as cenas em que fazem uma piada direta ao primeiro filme (ex: quando o J tenta atirar no Boris em cima do carro) e o final do filme, que explica o começo do primeiro filme. No mais, eu assistiria ele se passar na tv a cabo e eu não tiver nada para fazer.

Wagner: Quando a galera do Popeando resolveu realizar uma sessão especial de MIB3 eu estava muito animado. O filme tinha tudo para dar certo: ótimo background, bons atores, orçamento e fãs entusiasmados, mas não foi isso que vi. Atuações abaixo da média, história pífia e piadas sem graça marcaram o retorno dos Homens de Preto ao cinema. Devo dizer que não consegui dar nenhuma risada com o filme. As outras pessoas da sessão (que estava cheia) também compartilharam desse sentimento, salvo alguns esboços de sorriso. Não sei se era botox ou uma ótima atuação, mas o Tommy Lee Jones não tinha expressão facial… Nos momentos finais, o filme até apresenta uma melhora significativa de ritmo e roteiro. Apesar disso, ele ficou marcado em minha memória por outro motivo, muito mais nobre: a semelhança entre o vilão e o vocalista da banda Chiclete com Banana. Depois de imaginar o Boris no Axé Brasil, finalmente consegui soltar algumas gargalhadas. Em minha opinião, não assistiria de novo nem de graça. Durante o filme, fiquei me perguntando o porquê de ainda gostar de MIB. Nota 3.

E aí? Curtiu MIB? Acha que fomos muito duros com o terceiro filme? E o mais importante:     acha que Boris, o Animal realmente canta no “Chiclete com Banana” nas horas vagas? Conte para nós! Só clicar no balão aí de cima!

Chiiii-cleee-teee! OBA! OBA!

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16 respostas em “MIB III – Crítica

  1. Depois dessa critica destruidora vocês tiraram qualquer vontade q eu tinha de assistir esse filme. Eu já no gostava dele, justamente por conta dos bichos nojentos que aparecem, mas acreditava que o filme poderia ter melhorado. E agora lendo a critica percebi que só irei assistir qualquer filme depois do veredito de vcs!!! kkkkkkkkkk Afinal a avaliação, Principalmente o Durante o filme me desanimou totalmente!

  2. Na opinião o MIB III, salvou a trilogia. Criou uma história interessante, ao mostrar o lado que não conhecíamos do agente K.
    O agente J. pode conviver então com o passado misterioso de seu parceiro de trabalho, até que descobrir então, o seu verdadeiro passado!

    Eu só vi o filme, pra falar a verdade, pois é com o Will Smith. Poque o MIB I e II, francamente, é um lixo.
    Aquela história tosca de alienígenas estranhos.. kkkk

    O FILME GANHOU ESSÊNCIA!

    • MIB I tá longe de ser um lixo, tive a oportunidade de ver de novo aí recentemente e na boa, gostos à parte, mas acho até que se o III tivesse sido que nem o I, a crítica não teria me desanimado tanto de ver o filme, k. No mais, tô vendo ai que as opiniões variam, vou acabar assistindo mesmo e tirar minhas próprias conclusões, rs

      • Acabei de ver. Achei legal. Não é ótimo nem bom. É legal.
        O que mais me irritou no filme foi a bandeira na lua, que continua na posição horizontal infinitamente….

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