Thor e Bella? Ops… Branca de Neve e o Caçador

Com uma ligeira demora, nossa crítica sobre “Branca de Neve e o Caçador” e junto dela, a resposta para a pergunta que não quer calar: será que dá para levar a sério um filme que tem a Kirsten Stewart com cara de má em uma armadura?

Espelho, espelho meu… Existe nesse mundo filme pior do que o meu?

A ideia não é exatamente nova. Na verdade, nos últimos anos, se tornou mais um dos “surtos de criatividade” que vemos aflorar por aí e se juntou aos modismos de reboots, remakes e histórias de apocalipse zumbi: as releituras de contos de fadas estão em todas as mídias e tem rendido e frutos e lucros. Shrek o fez, nas animações, Fábulas, nas HQs, Once Upon a time tem feito nos seriados e, apenas esse ano, já fomos brindados com dois filmes que usam dessa “novidade”. Também é desnecessário dizer que o resultado nem sempre é dos mais inspirados.

Branca de Neve e o Caçador é um desses casos.

Contando com a badalada Kirsten “Bella” Stewart e Chris “Thor” Hemsworth como os protagonistas que levam o nome do filme, o titulo auto-explicativo do mesmo dispensa uma sinopse detalhada.

O longa conta a história da menina, Branca de Neve, que se vê em perigo quando a bruxa malvada, Ravena, interpretada pela sensacional, Charlize Theron, decide matá-la para ter a vida eterna e, “de brinde” ser a mais bonita do reino.  Bem igualzinha ao conto de fadas que conhecemos mesmo.

O que é bem diferente aqui é a ambientação que o filme trouxe para si. O mundo em que se passa toda a história da princesa e do caçador é bastante sombrio e em nada lembra o infantilizado mundo dos contos de fadas. Percebe-se que, nesse quesito, houve uma tentativa de esforço por parte dos criadores de inovar e fazer algo satisfatório para a audiência. Todos os lugares apresentados durante a jornada do casal foram trabalhados no sentido de construir satisfatoriamente esse mundo. A Floresta Negra com suas criaturas nocivas, o reino da Ravena e, até mesmo, o “idealizado” bosque encantado ficaram bastante convincentes.

O problema é que toda essa ambientação talvez venha a ser um dos poucos méritos do filme.

Todo o resto do filme patina feio e a premissa interessante e os trailers até empolgantes vão por água abaixo.

Branca de Neve e o Caçador é um conjunto de frases clichês, personagens estereotipados e cenas avulsas, incoerentes e desconexas. Não são poucos os momentos em que nos pegamos pensando o real motivo dessa ou daquela cena estar no filme e qual a finalidade.

O longa tenta reinventar o conto original colocando oito anões, ao invés de sete, mas logo torna-se claro o motivo de tal artifício e o pior… ele nem comove! Tenta arrebatar as adolescentes apaixonadas com um triângulo amoroso, mas a vontade que se tem é que os três vértices do triângulo se estripem. Tenta forçar uma conexão do público com a Branca de Neve, mas é tudo tão forçado (alguém me explica aquela cena do “alce encantado” no bosque encantado, por favor???) que acabamos mesmo é torcendo pela Ravena de corpo e alma.

E por falar em Ravena, palmas para a Charlize Theron que carrega o filme nas costas. Se há algo que salva-se verdadeiramente é a brilhante encarnação da bruxa má pela atriz. A bruxa vai da docilidade à loucura em segundos e é uma delícia acompanhar esses rompantes.

Se a malvada é um trunfo em “Branca de Neve e o Caçador”, o mesmo não pode ser dito do casal Thor e Bella.

Confesso que esse foi o primeiro filme que tive a oportunidade de assistir com a Kirster Stewart e finalmente pude compreender o motivo de tantas críticas ao redor da atriz. Já o Chris  Hemsworth não fez um trabalho ruim, mas a proximidade do lançamento com “Os Vingadores” tornou meio complicado de engolir o papel de “herói trágico” encarnado pelo ator. Mas, justiça seja feita, não se deve jogar a culpa da má qualidade do filme nas costas das atuações dos dois. De longe, esse é um dos aspectos que menos incomoda.

No fim das contas, o filme se torna uma tortura chinesa graças aos intermináveis 125 minutos de duração. Nem as cenas de batalhas do final ajudam a empolgar.

Quando finalmente chega ao fim, é impossível não ter pena dos irmãos Grimm. Se eu quase morri de desgosto com o filme, os coitados devem, com certeza, estar se remexendo no túmulo!

Avaliação do editor:

Assistiria de novo: Nem de graça
Durante o filme: Desejei que, da próxima vez, me seja delegada um filme melhor para resenhar! MIB III e Branca de Neve “in a row” foi judiação!
Aspectos burocráticos: 5

Nota fnal: 3.5

Pitacos da equipe Popeando:

Wagner: Eu juro que queria dar um pitaco elogiando esse filme (e MIB III também), mas Branca de Neve e o Caçador é bem enjoadinho. Achei o momento inoportuno e o elenco bastante fraco. O fato de todos conhecerem a história acarretou alguns desafios que os roteiristas não conseguiram superar. Como exemplo, temos a falta de surpresas, anões chatos e inúteis, sem contar a inexistência de pontos de tensão no filme.
Kristen Stewart não faz nada, não fala e só atrapalha. Parece até que ainda está vivendo seu personagem da saga de Stephenie Meyer. Até hoje, acho complicado entender essas personagens que saem para dar uma voltinha enquanto estão sendo caçadas. Não posso deixar de dizer que o discurso feito por ela, em certo momento, é sem noção e desmotivador. Se eu estivesse naquele exército, iria para casa no mesmo momento.
O Thor, vulgo Chris Hemsworth, fez careta durante toda sua aparição e a atuação como viúvo bêbado não convenceu nem as meninas presentes na sessão. Talvez o problema seja a falta de seu Mjölnir, que daria outra dinâmica e graça para o filme. Imaginem como a briga contra o taberneiro terminaria. Além disso, a necrofilia protagonizada por ele me despertou nojo.
A única surpresa boa fica por conta da Charlize Theron. Gostei de sua atuação e torci (mesmo sabendo que nunca aconteceria) para que a bruxa detonasse todos os seus insuportáveis opositores e implantasse de vez o caos naquele universo chato.
Por último, gostaria de deixar registrada minha indignação contra aquele espelho. Como um ser (mágico ou não), em sã consciência, pode dizer que a Bella é mais bela que a Charlize?  Faça-me o favor de procurar um oftalmologista!
Não assistirei novamente e minha nota final é 3. Já que falta criatividade, por favor, incluam efeitos especiais decentes, boas atuações e meia dúzia de piadinhas infames.

Sauxoka: Resumindo o filme em uma palavra: desconexo. Sim, fiquei o filme todo procurando uma ligação entra as cenas e fatos que iam acontecendo sem pé nem cabeça. Você tem duas opções, ou aceita ou aceita, caso contrário, não vai entender nada (se é que você busca sentido e uma história interessante).

[spoilers: on]

Primeira cena, exército fantasma (porque atacar o Rei?), casamento com a “prisioneira”, morte do Rei, fuga na floresta negra, irmão da Rainha (claramente quebra galho pra criar uma trama menos chata, mas não adiantou), anões que não são anões, discurso a lá Willian Wallace da Bella e fim.

[spoilers: off]

Opa, esqueci da atuação mega apagada do subtítulo do filme, o caçador. Foi tão marcante seu papel que esqueci de citar. E o príncipe? Não serviu nem pra ser O príncipe, deixou o serviço pro bêbado necrófilo.
Tirando a Rainha, que teve uma senhora atuação, mais nada nesse filme vale a pena.
Não indico, não assistiria novamente e não valeu o preço do ingresso. Decepcionante.

Adriano: Sinceramente, eu esperava muito mais do filme. Até agora me arrependo de ter entrando na sala de cinema para ver aquela agressão da Kirsten Stewart.
Chris Hemsworth, que teve grande atuação em Thor, deixou bastante a desejar também com uma atuação no ritmo de “se está tudo ruim, vai piorar”!
Os anões, só de lembrar me dá vontade de criticar. Atuação ridícula, com piadas absurdamente sem noção e bem faixa 10 anos de idade mesmo.
Resumão do filme: Só não pode ser considerado filme da Disney porque não teve músicas infantis! No resto, não vi diferença alguma. Nota 4 em misericórdia!

 —

Anúncios

Uma resposta em “Thor e Bella? Ops… Branca de Neve e o Caçador

  1. Vi o filme e acabei esquecendo de pitacar. Quero registrar que a Bella Branca de Neve é feia. Nada de mulher mais linda do reino. Ainda mais perto da Charlize Theron. O maior erro do filme foi quando a fizeram amarrar o cabelo. Só uma palavra sobre essa parte: orelhas. Se ela pelo menos soubesse atuar e cativar as pessoas, tudo bem. Mas, bem diferente disso, só nos fez rir em plenas cenas (que deveriam ser) sérias.

    No mais, a Branca de Neve devia ter uma maldição muito forte para, ao contrário do que disse o fodão dos anões sobre ela trazer vida, carregar tanta má sorte com ela. Tudo que ela tocava dava errado, principalmente o caçador. Se não fosse a beleza do Thor, praticamente nada do filme se salvaria. Muito menos sua atuação!!

    Besos!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s