Dirty Laundry: Um pedido de desculpas de Thomas Jane

Bem amigos do Popeando, voltamos em definitivo para transmitir um curta mais que sensacional! Se você foi um bom menino, assista #dirtylaundry tranquilo. Caso contrário, tenha medo… tenha muito medo.

Autor: Lucas

A Comic-com se foi e, pelo menos para mim, a surpresa não foi Tony Stark aparecendo do nada, nem a declaração de Cliff sobre o pseudo-teste fechado do MGS5 e muito menos Neil Gaiman de volta a Sandman. A maior surpresa foi o fan film do Justiceiro (The Punisher) feito por Thomas Jane, que viveu a segunda versão do personagem-título no cinema, descrito como “uma carta de amor a Frank Castle e seus fãs”.

Tudo bem que desde a época do segundo filme ele já alegava que era um grande fã e iria fazer o filme mais fiel (!?) possível, coisa que não se tornou verdade. O filme de 2004 é bem razoável e traz alguns erros fatais difíceis de esquecer, como se basear em uma das melhores sagas do justiceiro (“Welcome Back, Frank” e “Justiceiro – Ano Um”) e fazer mudanças cruciais no roteiro, fato que gostaria de destacar (para se ter ideia do tamanho da lambança feita):

1 – Frank Castle agente do FBI; 2 – Trocaram a família Gnucci (família de mafiosos famosos na revista), pela família Saint; 3 – Trocaram a Ma Gnucci pelo Howard Saint (papel do John Travolta) afinal, ele poderia chamar mais atenção para o filme (o que não ajudou muito, pois foi um belo de um papel pastelão, claramente feito por $$$); 4 – A História do filme se passa em Miami, e não em Nova York; 5 – Criaram um assassino tocador de guitarra (Harry Heck), que protagonizou uma das cenas de perseguição mais toscas de todos os tempos; 6 – Só o final do filme se salva, porque o resto não desce de jeito nenhum, tanto que foi um fracasso na crítica e na bilheteria.

Resumindo, como vocês podem perceber, Thomas ficou devendo (e muito) e até tentou fazer o “Justiceiro 2”, mas caiu fora na pré-produção junto com o diretor do primeiro filme (por conta de um roteiro ruim e falta de $$$).

Agora, fiquei bastante impressionado com este curta que ele fez! Com apenas 10min de duração, ele consegue ser melhor que os três filmes juntos. É uma definição bem direta de como Frank Castle lida com certos tipos de situação, mostrando que queria apenas lavar sua roupa, não ligando muito para o que acontecia com a prostituta (afinal, ele vê isso de uma maneira meio errada), mas se sentiu incomodado com o que acontecia com o menino que não queria virar aviãozinho. Temos a cena do bar, em que vemos Ron Perlman (o cara que fez o papel do HellBoy) e um dialogo até interessante, sobre como ele tentou proteger uma menina da gangue e foi parar na cadeira de rodas.

A cena de ação, na qual ele espanca a gangue com apenas uma garrafa de Jack Daniel’s é demais! Digno da revista mesmo! E com um desfecho extremamente impressionante.

Eu, como fã de carteirinha desde pequeno, fiquei bastante feliz e empolgado com esse vídeo. Realmente acredito que foi feito de fã para fã e que parece um pedido de desculpas referente ao filme que ele fez. Gostaria que os futuros filmes do Justiceiro seguissem esse caminho.

E para terminar, deixo uma pergunta: “Qual a diferença entre Justiça e Punição?”.

Pitacos da Equipe

Edgar: WTF!? Como eu fui deixar esse curta passar batido por mim. Se não fosse o email da equipe, na segunda-feira, falando sobre a postagem, dificilmente eu teria colocado os olhos em Dirty Laundry.

O que interessa é que o curta apaga toda o gosto amargo deixado pelo longa de 2004 e me fez desejar por alguns momentos por um reboot do herói. Sério mesmo, uai! Se até o Lanterna Verde está tendo essa chance, o Justiceiro também merece.

Dirty Laundry é simples, direto e frio. Capta completamente a essência do herói. Adorei a cadência dos acontecimentos. De repente, a gente está lá, imerso nos acontecimentos e esperando que algo aconteça. E quando acontece…!

Só achei exagerado demais a potência que uma garrafa de Jack Daniels pode ter! HAHAHA! Mas é sério! Achei meio forçado, mas até esses exageros são perdoados com a jogada do isqueiro. Sensacional!

Wagner: Hype é uma droga. A vida é muito mais divertida quando podemos ser surpreendidos com coisas boas e inesperadas. Um ótimo exemplo é esse curta do Justiceiro. Simplesmente fantástico! Não só eu (que curto bastante o personagem), mas vários amigos de trabalho também assistiram e adoraram.

Durante os últimos anos, foram poucas as pessoas que realmente se importaram com o personagem que faziam ou até mesmo com os fãs. Nolan e Snyder estão entre os queridinhos dos fãs. Martin Campbell (Lanterna Verde) não. Thomas Jane também estava entre os odiados, mas colocou um pé fora da lista com #dirtylaundry. Torço bastante pra que ele tenha uma nova chance e faça a coisa certa dessa vez.

Gostaria de salientar que uma garrafa de Coca-Cola é muito mais mortal que uma de Jack Daniel’s! Hahahaha

Curtiram, galera? Comentem aí!

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5 respostas em “Dirty Laundry: Um pedido de desculpas de Thomas Jane

  1. Okay, para começar, senti falta do restante da equipe, esperava mais pitacos e, inclusive, esperava também a resposta pessoal de cada um para a pergunta “Qual a diferença entre justiça e punição?”. Queria mesmo saber o que acham, dá para dizer nas respostas do comentário aqui? (:

    Continuando, “Temos a cena do bar, em que vemos Ron Perlman (o cara que fez o papel do HellBoy) e um dialogo até interessante, sobre como ele tentou proteger uma menina da gangue e foi parar na cadeira de rodas.”, de fato, foi uma das coisas que mais me chamou a atenção, diálogos que fazem sentido, que são explicativos e não-tediosos ao mesmo tempo, são sempre bem vindos. Nos enrolam, nos prendem, e nem reclamamos disso de tão interessados que ficamos.

    Bom, quanto ao “exagerado demais a potência que uma garrafa de Jack Daniels pode ter”, nem pensei neste caso. Imaginei uma lufada extra de adrenalina inspirada junto com o oxigênio e acabei me enganando com isso, KKK. A jogada do isqueiro foi sensacional, concordo em gênero, número e grau.

    Sabe, “A vida é muito mais divertida quando podemos ser surpreendidos com coisas boas e inesperadas”, o ‘surpreendido com coisas (…) inesperadas’ me soou cômico, I’m sorry pela ironia, mas realmente tentei imaginar o que seria da surpresa se ela não fosse inesperada, kk… Okay, okay, brincadeiras à parte, deu realmente para entender. Pleonasmos podem ser aceitos quando enfatizam alguma coisa, k (: E sim, a ideia da coca-cola é mesmo mais mortal, kk.

    E bom, só para finalizar, deixo aqui meu ponto de vista: “Qual a diferença entre justiça e punição?”, uma frase chave, algo a se pensar. Mexe com o psicológico das pessoas. Justiça para uns – para os que sofreram por algo que aconteceu -, punição para outros – aqueles que somente viram a coisa errada acontecer e acharam que algo precisava ser feito para abatê-lo. Pensei no caso da resposta estar meio trocada e minha definição para justiça se encaixar melhor em punição, mas daí me lembrei do famoso “Justiça com as próprias mãos”, e acredito que isso define bem o desejo de quem sofreu por algo e quer que a justiça seja feita, a punição, como, por exemplo, a cadeia, é dada por outros.

    • Pra mim, justiça é, de certa forma, receber de volta o que foi tirado de você. Em alguns casos, como roubo, é possível. Em outros, como a morte ou uma agressão, não. Já punição é a sanção ou castigo que um individuo recebe por cometer um delito. Geralmente, não vejo semelhança entre justiça e punição.

  2. Nunca peguei para ler uma revista em quadrinhos do justiceiro, nem fui muito ligado com super-heróis, porém numa serie de fatos, caiu o Frank Castle! Primeiro passeando pelos canais a cabo, o filme de 2004, depois com um amigo que sabe o quanto eu aprecio uma garrafa de jack, me envia um vídeo do dirty laundry,e por fim um amigo me manda um jogo de ps2 do próprio Justiceiro! O que posso dizer pelo muito que vi em pouco tempo é o seguinte: Thomas Jane cativa por ser ele mesmo, por isso não deu p desgostar do filme pelos erros. Depois li que ele mesmo queria fazer um filme diferente do personagem dos quadrinhos para ser mais realista. Porra se o filme é de um personagem em quadrinhos como ele quer mudar o personagem?! Ontem vi o terceiro filme Zona de Guerra, realmente, aproxima do personagem, porém este Frank não tem o mesmo carisma do Thomas, até mesmo tendo uma melhor atuação. Seria o mesmo que fizessem um outro Tropa de Elite com outro cap Nascimento que ñ seja o Wagner Moura. Não tem jeito, o personagem é dele, é do Thomas, a prova foi esse mini filme. Resta mesmo é torcer para que gravem um longa, ou que façam uma série que seria excelente!
    Justiça pede punição!

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